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Archive for agosto \31\UTC 2009

ensaio sobre o juízo

Arranquei os 4 sisos. Todos de uma vez só. E agora estou há 4 dias tentando entender se isso vai me tirar o restinho de juízo que eu tinha ou se vai me fazer ficar ainda mais indisciplinada… Pelo andar da carruagem, acho que vou piorar…
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Na boa, morro de medo de cadeira de dentista. Mas diante da necessidade, enfrentei meu medo e fui lá, trêmula, sem abrir o olho e rezando mais do que freira em dia de Natal. Primeiro, a anestesia. Ainda pedi qualquer droguinha para me fazer feliz naquele momento, mas o dentista me ignorou e foi logo metendo aquela seringa prateada dos infernos… Poxa, não tem um Dormonid aí não, doutor? Enfim, a solução foi não abrir mais o olho a partir daquele momento.
O primeiro dente foi tão simples que quase parei a reza no meio do caminho, feliz da vida. Aí o aprendiz de Sade me disse que ‘os de cima são simples, agora você vai ver que vai ficar mais complicado’. E ficou. É um tal de puxa daqui, serra dali, suga de lá…. E eu tentanto conversar com meu dentinho: sai desse corpo que não te pertence! Cheiro de queimado, mais anestesia, uns 10 pai nosso depois e puft! Saiu o juízo, todo dilacerado. Ai, que alívio! Acabou? Que nada, bora repetir a dose do outro lado… Sabe o que é pior? No fim de tudo, eu com a cara toda inchada, anestesiada, babando e o filho da puta ainda recebe um cheque de mil e duzentos reais? E ainda querem que eu tome juízo depois dessa?? Me deixem viver meu dia de fúria!
Mas tá bom. Incorporei a Pollyanna que existe em mim e fui tentar ver o lado bom da história, quase um jogo do contente: dias de folga, tempo para escrever, dengo do marido e da família, muitos filmes, sorvete sem culpa e alguns quilos a menos, eba!
Mas como tentar ser feliz com a cara do Fofão? Pensei que se tivesse uma faca dentro da minha barriga, saía à caça do dentista e da sua assistente… Todo o meu resto de bom humor se foi na primeira ida ao banheiro: menstruar agora é sacanagem, né?
E tome gelo e TV a cabo. Nunca pensei que ficar 4 dias sem falar, comer e trepar pudessem me deixar tão azeda. Porque não aprendi a meditar antes? E nem venha me falar em juízo depois de todos esses dias de sofrimento. O feriado que me aguarde…

Nota final: para não deixar esse post assim tão bitter, segue a listinha de filmes assistidos e respectivos comentários. PS: Meu mau humor pode ter atrapalhado um pouco as minhas críticas…rs


Dúvida (Doubt, 2008): Meryll Streep e Phillip Seymour Hoffmann deveriam garantir um filme daqueles imperdíveis. Mas achei meio fraco, salvo as sempre brilhantes interpretações desses atores maravilhosos.

Estômago (2007): filme brasileiro, comentadíssimo. Um daqueles casos de grande expectativa que quase sempre acaba frustada. Mas vale a pena pelo roteiro bem amarradinho.

Na cama com Madonna (In bed with Madonna, 1991): na boa, o momento mais feliz da minha recuperação. Já vi um milhão de vezes e esse foi o filme que me fez admirar a diva pop. Antes, achava que ela era apenas mais uma puta. Depois do filme, vi que ela é a puta mais bem sucedida e inteligente da história atual.

Cadillac Records (2008): entra na onda hollywoddiana de valorizar seus grandes artistas negros. Excelente para um sábado à tarde, com boas curiosidades sobre a história do blues e Beyoncè no papel de Etta James. Para terminar de ver, pegar um conversível e sair por aí ouvindo boa música.

Gran Torino (2008): Clint Eastwood. Antes, aquele machão lindo de filmes de bangue bangue e agora o velhote sensível e patriota. Impossível não se emocionar. Para o final do domingo ficar ainda mais deprê.

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macarrão laça homem

Essa receita tem um sabor especial para mim por dois motivos: primeiro por que aprendi com uma amiga que mora em Veneza durante uma visita em sua casa; então toda vez que como sinto aqueles gostinho de Itália!
O segundo motivo é que no dia em que fiz essa massa aqui no Brasil para o meu então namorado, ele me pediu em casamento, daí no nome da receita. 🙂
O melhor é que é super fácil de fazer e delicioso!
Vamos começar: primeiro passo é a escolha dos tomates, eles tem que estar beeeem maduros. Começe picando em cubinhos uns 2 tomates, junte com um dente de alho amassado e uma generosa regada de azeite. Deixa na geladeira tampado para o tomate dar aquela chorada.
Enquanto isso, pique bacon beeeem pequenininho frite e reserve. Se você preferir pode fazer com linguiça calabresa calibre fino, aí é melhor cortar fininha e colocar num tabuleiro no forno quente.
dica da mona: essa é uma ótima forma de fazer linguiça, a gordura seca quase toda, fica crocante e não dá sujeira e fritura na cozinha. Lá em casa sempre faço de aperitivo!

Agora é só cozinhar um penne ou um fuzilli al dente. Apesar de na foto estar com fuzilli, gosto mais de fazer com aquele penne pequenininho, sabe?
Tire aquela mistura de tomate, azeite e alho da geladeira, junte uma boa quantidade de manjericão, sal e pimenta a gosto. Gosto de colocar um pouqinho da água do cozimento do macarrão também para dar mais um caldinho. O bacon entra bem na hora de servir para não perder o crocante.
Agora é só misturar tudo e tá pronto! Para finalizar, uma generosa porção de queijo parmesão honesto e mais um banho de azeite.
Fácil, rápido e gostoso, do jeitinho que eu gosto! Um bom vinho para acompanhar e tá laçado seu homem! 🙂

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quando Hollywood era gay

Vocês sabiam que na época de ouro do cinema americano, os estúdios faziam vista grossa à homossexualidade de alguns astros e usavam os boatos para atrair o público? O exemplo disso era o casal feliz de atores Randolph Scott e Cary Grant. A primeira vez que a palavra gay foi ouvida no cinema como sinônimo de homossexual aconteceu no filme “Levada da Breca“, há 7 anos. Ela foi dita numa das cenas mais engraçadas dessa comédia…

Quer saber mais?

Passe agora lá no blog CUT CLUB que hoje tem a minha coluninha Cuti Cuti Cuti!

Beijos!

Lili

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inédito e com – quase – exclusividade no Mona

O que o Raul faz aqui no Mona?

Eu preciso mostrar para vocês esta faixa inédita do Raul Seixas que o produtor Marco Mazzola recuperou. Ela foi escrita por Raul em 1974 mas não passou pela censura.

‘Gospel’ foi escrita pelo roqueiro em parceria com seu grande amigo e letrista Paulo Coelho.

Este mês fazem 20 anos que o Raul morreu. Eu queria ter conhecido ele…

 

 E toca Rauuul!

Ah, acessem o YouTube se quiserem ver mais do maluco beleza. Vocês acabaram de descobrir um dos meus vícios…

😉

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american way of life: cartas & hamburguers

Gosto muito das comidas clássicas. Talvez por ser mais fácil, simples e com um sabor que sempre me remete a algum momento especial da minha vida. Claro que vivo inventando moda na cozinha, testando temperos malucos e usando a criatividade com as sobras da geladeira. Mas o clássico reinventado para mim é como uma agenda antiga, que guarda segredos e sabores de outrora.

Semana passada fiz dois clássicos culinários: o hamburguer caseiro e o paillard com fettuccine. Bom, vamos começar do começo….

Tenho uma penca de amigas. E pode ter certeza, se você for buraqueira, já tem 50% da minha simpatia. Imagino que alguns pensam que buraco é coisa de senhorinhas, tomando chazinho e comendo biscoitos. Ledo engano. Nossos jogos quinzenais – e muitas vezes semanais – são regados a muito papo, terapia em grupo, risadas, alguma comidinha especial e boas doses de vinho, cerveja e o que mais contribuir para a nossa lisergia.

Foi numa dessas jogatinas que fizemos o hamburguer. Olha, tem umas coisas que vendem prontas em supermercados e nos deixam preguiçosas para fazer em casa: pizzas, massas, hamburguers…. Garanto: fazer em casa é muito fácil e infinitamente mais saboroso!

Veja o exemplo do clássico americano. Ingredientes comuns, baratos e fazer seu hamburguer caseiro é quase mais simples do que abrir a caixa de um pronto!

Bom, como eu disse lá em cima, adoro recriar, inventar moda na cozinha. Sendo assim, meu hamburguer também não deve ser como os outros: além da carne moída, acrescento uma calabresa grossa e bacon. É só pedir para moer tudo junto no supermercado e tá pronta a base do seu sanduíche. Uns 600g de carne, mais 150g de calabresa e outros 150g de bacon. Junte à isso um pacote de creme de cebola, salsinha picada, pimenta do reino, sal, alho e cebola bem picadinha também. Ah, uma gema de ovo para dar a tal liga. Mistura tudo, mete a mão mesmo, que é mais gostoso… Depois vai fazendo umas bolinhas e achatando na forma do hamburguer.

Aqui tem uma dica boa: embale um a um com papel filme e deixe um tempinho no congelador para a carne não despedaçar na hora de grelhar. Ah, sim: com um daqueles grills fica bem mais fácil, mas uma sanduicheira também atende.

Carne pronta, monte sua lanchonete: pão, alface, tomate, queijo, ketchup e o que mais vier à sua cabeça.
 
Simples, rápido e nem atrapalha a tal jogatina na hora de montar e comer.

E o melhor: você tem a certeza de não estar comendo carne de minhoca, né?

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A Lili, gracinha de leitora e amiga do coração, mandou para o Mona algumas dicas de viagem bacanas e divertidas! Depois disso, Lili, dá vontade de pegar a mochila e correr para a Europa novamente! Divirtam-se!



Para os brasileiros, até nem tanto tempo atrás assim, a Europa era um artigo de luxo. Hoje em dia, o velho continente ja é roteiro certo para milhares de nós, com muito ou pouco dinheiro na conta. É certo que para ter um ponto de partida, o bolso tem que estar cheio o suficiente para pagar a passagem. E sem esquecer que recentemente, a Anac liberou descontos que estão fazendo a alegria de muita gente. É possivel pagar até R$ 1.200 com taxas incluídas numa dessas promoções malucas. Enfim, com as passagens na mão, a viagem pode custar muito menos do que a sua calculadora pensava.





10 diquinhas báaasicas para o bolso na Zoropa :



– Não é segredo para ninguém que a Europa tem albergues maravilhosos, seguros e alguns com infra nota 10! Não é só pelo simples fato de economizar na hospedagem que se escolhe este tipo de local. A maioria tem uma cozinha onde é possível preparar a comida, ao invés de ir a um restaurante. Alguns possuem até lavanderia, o que também economiza uma grana, além de ser prático. E é lá também onde se conhece gente bacana, que provavelmente está na mesma onda que você. Não curte dividir quarto e banheiro com um batalhão? Não tem problema, a maioria disponibiliza quartos privados com banheiro idem, por um preço maior, mas mesmo assim mais baixo que a grande parte dos hotéis.


– Procure saber onde fica o supermercado mais próximo. Ao contrário do que ocorre em terras tupiniquins, na Europa é quase que um costume comer na rua. Aliás, um piquenique num parque pode ser um programão! A maioria dos mercados vendem saladinhas prontas, sanduíches, frutas cortadinhas e todo o aparato para uma farofa chic. Para os amantes da gastronomia, apreciar a comida local faz parte da viagem, então dá para almoçar no esquema farofão, e jantar num restaurante gostosinho. Economiza uma grana boa! Recomendo também fazer a linha fina, e comprar queijos e vinhos para um piquenique. Portanto, não esqueçam de colocar na mala a boa e velha canga e um saca rolha!

Pic nic em Paris, trés chic!






– Quase toda capital e cidade turística tem tour a pé de graça. O guia é geralmente um voluntário, e você dá a contribuição que quiser. Vale a pena porque os guias costumam ser gente boa (precisa ganhar a simpatia para ter os trocados no final) e particularmente acho uma delícia poder fazer turismo a pé, livre, sem trânsito, com vento no rosto. Mesmo os tours a pé pagos costumam ser baratinhos, portanto de graça ou não, é um boa pedida. Entretanto, não aconselho no inverno das cidades mais geladas. Aqui vai o link de um famoso site de tours de graça.


– Não há dúvidas que as cidades manjadas são mais caras. Sair do roteiro tradicional pode reduzir os custos, trazer supresas agradáveis e evitar a muvuca. O leste europeu, por exemplo – com exceção de Praga (que apesar de linda ja não é mais barata e é muuuito muvucada) – é uma excelente opção para o bolso. As highlands escocesas podem proporcionar vistas dignas de escandinavia, por um preço melhor. O esqui na Áustria é muito mais barato e quase tão glamouroso que na Suíça. Que sul da França que nada, Croácia é o must do verão! Opções não faltam para conhecer coisas novas e economizar ao mesmo tempo. É só pesquisar e sair do lugar comum.


Estudantes e jornalistas: carteirada neles! Estudantes pagam meia em muitas atrações como no Brasil, ou tem desconto. Mas tem que trazer a carteira internacional, estudantes de arte não pagam para entrar na maioria dos museus e uma dica quentíssima é que jornalistas também não. Para os coleguinhas da mídia, basta a carteira da Federação Internacional (há quem diga que a da Fenaj basta). Já os estudantes de arte não tenho certeza que tipo de comprovação é exigida. Idosos e crianças também têm desconto quase sempre.


Escolher o guia que combina com seu estilo de viagem é fundamental! Confesso que sou apaixonada pelo Guia Visual da Folha, mas ele não traz muitas opções para os mochileiros com o orçamento contadinho. Guias como o Lonely Planet e Rough Guide, por exemplo, são excelentes para os viajantes que pretendem gastar menos. Há também milhões de guias grátis para download na internet. Muitos são bem completos, com mapas e feitos exclusivamente para Ipods e mp4. Neste site tem alguns. E também não se esqueçam da internet para as dicas. Há sites, blogs e comunidades do Orkut que dão de mil a zero em qualquer guia convencional.


Reservar antes é, na maioria da vezes, pagar menos! Em pelo menos 90% dos casos se paga menos reservando as passagens de trem, voos, hotéis. Tudo antes costuma sair mais barato no continente azul. Até ingresso de shows, teatro, atrações em geral, podem sair num precinho mais camarada se você comprar antes. Lógico que não é sempre, mas na maioria das vezes. A média seria reservar com 3 meses de antecendência, já que muitas coisas não disponibilizam as reservas antes desse tempo. Principalmente os voos ficam mais baratos. Eu costumo usar companhias aéreas convencionais ao invés das low fare, porque comprando antes o preço é praticamente o mesmo. Isso para ter mais conforto, sair de aerportos mais próximos e em horários justos. Albergues geralmente continuam o mesmo preço, mas os melhores das principais cidades lotam super rápido, portanto não se antecipar pode significar ficar de fora daquele albergue bacana onde você programava se hospedar.

– Os trens são as opções mais caras de deslocamento, entretanto são excelentes nessas bandas. Na era das companhias aéreas low fare, fica difícil pagar quase o preço da passagem Brasil/Europa pelo passe de trem (eurorail). Portanto , minha sugestão é combinar os transportes. Ônibus só recomendo para viagens de até 4 horas, mais do que isso não dá pois os ônibus são muito desconfortáveis, não chegam nem aos pés dos nossos. Mas costumam ser muito baratos. Voos de low fares é preciso checar timtim por timtim para ver se vale a pena. Dependendo do aerporto de onde o voo sai/chega, o transporte até ele pode ser mais caro que a própria passagem, fora o transtorno de enfretar aeroporto, chegar antes, esse tipo de coisa. O peso da bagagem também é preciso ser levado em conta. Na maioria das companhias do tipo você paga por fora para despachar bagagem. Quando se vai de um grande centro a outro, um trem (se a viagem nao é longa) pode ser a melhor opção. Trens noturnos (sleepers) são uma boa para quem vai em grupo e pode fechar uma cabine de 6. Caso contrário é contar com a sorte de dividir o espaco com gente legal ou não, ou ainda pagar primeira classe e ir tranquila. E atenção mulherada que viaja sozinha, alguns trechos noturnos podem ser perigosos.



Escolher a estacão do ano certa também é uma boa para economizar e curtir mais a viagem. O verão certamente não é a melhor escolha. A maioria das cidades está melhor preparada para o inverno do que o verão. Vir no verão pode significar fritar dentro dos metrôs e ônibus, sentir aquele perfuminho europeu gostoso de quem não toma banho diário, enfrentar filas enormes (férias das crianças) e ainda pagar caro por isso. Inverno ja é o oposto. Frio do cão, tudo mais barato, porém mais triste e sem cor também. Algumas atrações não fucionam no inverno, muita coisa fica diferente. Meia estação é a melhor pedida. Nada é muito frio, muito lotado, muito calor ou muito caro, tudo na medida certa. Mas atenção alérgicas de plantão, na primavera a quantidade de pólen no ar pode estragar sua viagem. Converse com seu médico antes (e não venha sem seguro de viagem) e traga os remédios que vc está acostumada, com a receitinha na mão.



– Mesmo tentando baratear ao máximo, tenha sempre em mente que é uma viagem, não faça dela um pesadelo de contar moedas. Priorize o que quer e vá balanceando o que é imperdível, o que é sonho antigo e não pode ficar de fora, e o que é menos necessário, ou não te apetece. Um cartão de crédito e um seguro de viagem também são fundamentais para viajar prevenido, e não arrancar os cabelos se algo de inesperado acontecer. Sem seguro, a conta do hospital (no caso de algum acidente ou doença), pode sair mais cara que a viagem toda.

Beijão , meninas!
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Obrigada, Lili! Lendo essas dicas lembrei da viagem que fiz com a Lili (quantas lilis!) pela Europa. Foram quase 40 dias rodando e quebrando tudo em 7 países, de mochila na mão. 😉

Abraços, Gabi

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Neste final de semana, começa mais uma campanha do Criança Esperança, uma parceria da Rede Globo e Unicef com o famoso embaixador, o trapalhão Didi.

Tenho uma visão um pouco diferente sobre essa história toda. Mas para começo de conversa, quero dizer que acredito que o dinheiro doado vá para obras sociais e que a doação não é descontada dos impostos da Rede Globo. O ponto que eu quero tocar aqui vai um pouco mais fundo.
Todo mundo aqui paga imposto, certo? Mesmo sem perceber pagamos um cacetada de impostos todo dia. Confesso que não tenho noção de quanto o Governo Federal tira do nosso bolso para manter a saúde, a educação e a segurança… e assumo que tenho até medo de fazer essa conta.
Aí vem o Didi na TV colocar toda a responsabilidade de dar oportunidades para as crianças do país em cima da minha doação… aí eu fico puta, viu! Não acho certo recorrer à sociedade para resolver esse problema; que, em primeiro lugar, nem deveria existir se pensarmos no volume de dinheiro arrecadado em nome da educação. Em segundo lugar, as ações do projeto são pontuais e o problema é geral, está presente em todas as cidades de norte a sul do Brasil.
O dinheiro existe nos cofres do governo, só não é empregado como deveria. Você sabia que a alimentação de cada presidiário custa em média R$3,82, enquanto a merenda escolar na escola pública custa em média R$0,20 centavos. Tá na hora de rever essas prioridades. Fico triste em ver que entra governo sai governo, e a situação da saúde e da educação continuam praticamente as mesmas! No meu sonho, eu vejo escolas públicas funcionando em horário integral, dando oportunidade para quem mais precisa. Seriam escolas onde as crianças além de aprender a ler, escrever e somar poderiam desenvolver dons artísticos, esportivos e até sair de lá com um curso profissionalizante; ali também elas receberiam as três refeições diárias, e já voltariam para casa com a barriga cheia. Será tão difícil assim?
Ao invés de fazer uma campanha de doação, poderíamos fazer uma campanha para todos os cidadãos brasileiros mandarem uma carta, uma mensagem, um apelo, ou melhor que fizessem um passeata, exigindo que o Sr. Presidente foque os investimentos na educação, que tenha um plano forte e realista de ação, onde as metas sejam divulgadas claramente para toda a população. E mais, que semanalmente fossemos atualizados de como andam as coisas. Por mais clichê que essa frase seja, ela é real: a educação é a base de tudo!
Tá aí o meu desabafo dessa sexta feira. Podem me chamar de muquirana, mas meu dinheiro eu não vou doar para nenhuma obra de caridade, ONG ou projeto social… eles me cansam! PRONTO, FALEI!

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