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Archive for the ‘Carne vermelha’ Category

De volta e com receitinha nova para vocês!!

Ando muito afastada da cozinha, acho que principalmente pelo calor insuportável que vem fazendo. Não consigo pensar num fogão sem me imaginar suando em bicas! Também ando trabalhando demais e como meu trabalho é vender comida, acabo deixando de lado o meu prazer supremo, que é a alquimia mágica da cozinha.

Confesso que tem também a preguiça de cozinhar e ainda tirar boas fotos para o blog, o que me irrita profundamente porque geralmente cozinho à noite e a luz artificial deixa qualquer prato delícia com cara de comida sem sabor.

Desabafo feito, vamos ao rosbife! Adoro carne, sou casada e tenho um marido carnívoro (qual não é, gente?), mas confesso que sempre tenho medo de carne ao forno. Sempre tinha, quero dizer. Porque descobri algo que mudou minha vida e vou dividir isso com vocês.

Carne boa é suculenta e todas as vezes que tirava a bendita do forno, linda, dourada e molhadinha, na hora de cortar tudo desandava: o sangue escorria, a carne perdia todo o suco e ficava feia de comer com os olhos. Aí descobri que carne ao forno precisa de uns 15 minutinhos de descanso antes de ir para a mesa e antes de ser cortada. Assim, todo o suco se assenta e ela ganha aquela aparência divina, moreninha por fora, vermelhinha por dentro.

O rosbife é exatamente isso! Feito com um dos mais nobres pedaços do boi, o filé mignon, a sua principal característica é mesmo a vermelhidão interna. E eu adooooro uma carninha menstruada, como dizia uma amiga, rs.

O tempero nem importa muito, você brinca com o que tem na geladeira. Nesse rosbife eu usei mostarda de dijon, pimenta branca e alho. Informação importante: evite salgar a carne ainda crua, pois o sal seca a pobre coitada, tá?

Bezunte (adoro essa palavra!) a carne com mostarda, enfie uns alhos inteiros mesmo aonde der, jogue uma pimentinha e deixa pegar sabor um pouco. Tinha uns pimentões colorido na geladeira e resolvi usar também. Cortei tudo à juliana, como meia luas, e acrescentei cebolas. A ideia era fazer disso um molho, mas deixei sob a carne para pegar um sabor antes.

Feito isso, hora de selar o filé. Numa frigideira ou panela de fundo grosso e bem quente, com um fio de azeite, vá selando a peça por inteiro. Sem mexer muito e deixando uns 2 minutinhos de cada lado. É importante não mexer para não soltar o tal do suco (ou sulco, como preferir). Nesse meio tempo, forno já esquentando para receber a belezura.

Comprei outro dia um tabuleiro que encaixa uma grade em cima, perfeito para assar um peixe com legumes, ou nesse caso, o filé com os pimentões e a cebola. Assim, a carne (que fica sob a grade) vai escorrendo seu sabor, que vai incorporando aos pimentões no fundo do tabuleiro. Em 25 minutos está pronto! Mais 15 de descanso, OK?

Depois, é só cortar a carne, e com os pimentões e cebola, fazer um molhinho para comer junto. Com pão, salada verde, purê, arroz ou até pura mesmo!

Garantia de uma boa refeição, com tempo de sobra para o bate-papo delicioso na cozinha!

Ah, e o rosbife é excelente para aquele momento Nigella de atacar a geladeira na hora da fome: fica uma maravilha geladinho!

Bom apetite!

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Ai, ando tão sumida daqui e quando apareço é para postar receita de outra… hehe.

Eis aqui mais uma deliciosa colaboração da Lili Stahr. Ah, prometo voltar o quanto antes, assim que minha criatividade decidir dar o ar da graça!

Beijos com saudades e saboreiem sem moderação!

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Depois de um longo e tenebroso inverno (err, nem tão depois assim), voltei! Como foi Dia dos Namorados em terras inglesas preparei um jantarzinho para o meu amor e resolvi dividir com vocês. A tradição lá em casa é esta: não vamos jantar fora nesta data. Tudo cheio, caro, atedimento péssimo. Preferimos celebrar o amor com um jantar preparado por um de nós. Este ano quem fez tudo fui eu, e meio de última hora.

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De entrada fiz uma salada super fácil e rápida, com folhas verdes variadas, tomate seco e aspargos enrolado no presunto de parma. O aspargos servi quente e costumo fazer um molho de queijo para ele, mas como o prato principal era bem pesado achei melhor deixar o molho de lado.

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Não tem segredo nenhum! É só cozinhar os aspargos, que para ficar bom é melhor que seja al dente. Portanto o único cuidado que se deve ter é não cozinhá-lo demais. Depois de fazer uma “trouxinha” com o presunto de parma, coloco no forno bem quente por uns 5 minutinhos, só para esquentar mesmo, e sirvo com um fiozinho de azeite e uma pimentinha de leve.


De prato principal, nada sofisticado.Quis agradar o Pretinho e resolvi apostar numa coisa que nunca tem erro com a ala masculina: carne! Fiz uma carne na cerveja que sempre agrada, apesar de não ser muito bonito, é uma delícia. Usei carne, cerveja preta, cogumelos frescos, mini milhos, um pouco de milho que tinha na geladeira para não estragar, um pouco de salsinha picada, um pouco de caldo de carne que já tinha feito e pinholes para dar o toque final. Resumindo: o importante é usar a carne e a cerveja preta, o resto fica para a sua criatividade e a disponibilidade do que há na sua geladeira. Refoguei a carne com alho e cebola, e depois coloquei tudo isso na pressão por um tempo. Como a carne é picadinha, 20/30 minutos é o suficiente para ficar desmanchando. Fiz um arroz piamontese, que por sinal eu não conhecia e descobri que é super comum, para acompanhar.

Ficou tudo muito bom, mas acho que uma batata sauté cairia mil vezes melhor com uma carne tão “molhadinha” como a que fiz. Não vou passar a receita do arroz pois é bem simples e comum, mas o meu toque foi colocar um pouco de blue cheese para dar um gostinho forte.


De sobremesa fiz panquecas. Não qualquer uma, A panqueca. A receita da massa cada um tem a sua. A minha é básica: 2 copos de leite, 2 xícaras de trigo, 2 ovos, 1 pitada de sal e 1 de açucar. Fiz dois recheios diferentes.

Uma com geléia de blueberry com queijo, e outra de maçã com cream cheese. As duas são moleza!

Para fazer a geléia não tem segredo: é só colocar açúcar, blueberry e mexer. Isso serve para morango, manga, ou qualquer outra fruta! Aconselho frutas que combinam com queijo para esta receita. Banana cai super bem, mas no Brasil temos uma infinidade de frutas maravilhosas, dá para tentar com várias. E depois de adquirir a consistência de geléia, é só rechear a panqueca com queijo.

A de maçã com cream chesse também não requer nenhuma habilidade especial. É só cortar 2 ou 3 maçãs em cubinhos e deixar por uns 4 minutos no microondas, até elas cozinharem. É importante que a fruta cozinhe até ficar molinha, e corto em cubos para acelerar o processo. Isso feito, é só colocar mais ou menos 150g de cream cheese numa panela para derreter. Acrescente um pouquinho (beeeem pouco mesmo) de água para deixar o cream cheese menos consistente e mais fácil de espalhar. Eu usei uma colher de chá de um treco que é tipo uma essência de baunilha com maçã, mas a textura é de mel. Portanto sugiro substituir por mel mesmo, ou nem precisa pois é tão pouquinho que não deve fazer tanta diferença.

E depois disso tudo, com a panqueca ainda quente, acrescente uma bolinha de sorvete pois gordura pouca é bobagem! Prefira sorvete de creme ou baunilha para não roubar o sabor da panqueca.


Beijos engordantes para vocês!

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Hoje vou mostrar como fiz essa deliciosa carne de panela, daquelas com temperinho bem caseiro da vovó.

Como em toda receita, a escolha dos ingredientes é muito importante: a carne tem que ser fresca (não congelada), assim como os legumes e temperinhos. Olha que peça de lagarto linda e vermelha! 🙂

Corte o lagarto (usei 1,5Kg) em pedaços grandes porque eles diminuem depois de cozidos e tempere com uma misturinha de alho (picado, não amasse), sal, pimenta, salsa, cebolinha e manjeiricão. Deixe por umas 4 horas na geladeira para o tempero “pegar” (a carne de lagarto é mais dura e demora pra pegar sabor) e enquanto isso vá cortando as outras coisinhas:

– 1 cebola cortada em cubos

– 3 cenouras cortadas em tiras

2 tomates sem pele e sementes (coloquei também uns tomatinhos-cereja que estavam quase estragando)

– 4 batatas cortadas ao meio ou em 4 pedaços

Coloque a panela de pressão no fogo alto para ela ficar bem quente, e sele a carne sem óleo. Coloquei mais manjeiricão e eles ficaram grudados na carne, se fundindo com aquela crostinha, hummm!

Cozinheiras de plantão: na minha cabeça e para o meu paladar funcionou! O sabor da carne ficou com um leve gostinho de manjeiricão mesmo depois de cozida. Confesso que as minhas técnicas culinárias não são muito usuais… por isso assumi esse meu lado nonsense na cozinha, e agora vou contar tudo merrrrmo na “A Louca Cozinha da Lili”!

Refogue devagar a cebola com um pouco de óleo de canola até ficar dourada, e adicione as cenouras em tiras, os tomates e as batatas. Coloque água filtrada até quase cobrir a carne e um pouco de alecrim, uma folha de louro e outras ervinhas que você gostar. Feche a panela de pressão e não esqueça de ver se o o apito está encaixado direitinho.

Deixe em fogo alto até apitar; depois deixe no baixo e cozinhe por mais 40 minutos. Ah, esqueci de dizer: eu coloco as cenouras em tiras finas para que elas fiquem bem macias a ponto de virar caldo, acho uma delícia! As batatas é só você cortar pela metade que elas ficam no ponto, macias mas firmes.

Se o caldo ficar aguado, é só destampar a panela e deixar mais um pouco no fogo alto.

Depois eu resolvi colocar uns champignons que também estavam na geladeira há um tempinho. Essa receita é boa por isso também, ela é meio “caldeirão”: você pode colocar várias outras coisinhas/restinhos que estão na geladeira.

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