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Posts Tagged ‘di caprio’

Sou uma apaixonada por cinema.

Acho que iniciei esse prazer com mais afinco no início de 1997, quando uma cirurgia ‘tentou’ me deixar de cama. Digo tentou porque me lembro bem, uma semana após a intervenção e ainda com a indicação de repouso absoluto, fui ao cinema assistir Titanic (Idem, 1997). Claro, era adolescente e Leonardo Di Caprio era meu sonho de consumo. Para passar o tempo estirada na cama, aluguei uma dúzia de filmes e acredito que a partir daí, meu interesse pela sétima arte se aprimorou. Ainda não conhecia grandes diretores e buscava na locadora filmes com artistas famosos. Mas naquela vez foi diferente. Minha listinha incluía clássicos do cinema como O bebê de Rosemary, Laranja Mecânica e Cabo do Medo. Fiquei fascinada e a partir daí, minha busca cinematográfica amadureceu.

Para recuperar o tempo perdido, ia à Show Video e me deliciava com aquelas enciclopédias que listavam filmes por diretor, ator e gênero. Foi quando descobri que Kubrick é o meu diretor preferido, que Keanu Reeves é um péssimo ator e que Jack Nicholson possui o sorriso mais marcante e enigmático da telona.

Tempo bom em que ainda não tinha visto todos os filmes do Almodovar, que Woody Allen ainda era uma novidade intrigante e que os filmes orientais começavam a me mostrar a beleza de planos sequência (viu como aprendi, tati? rs). Devorei tudo que me interessava, mergulhei de cabeça nos suspenses e ainda tinha muito preconceito com comédias e filmes de guerra.

Hoje fico desejando não ter visto determinado filme só para sentir toda a emoção da descoberta novamente. Por isso, quando assisto a alguma coisa atual e que me emociona verdadeiramente, tenho sensações orgásticas. Foi assim neste domingo, ao assistir Ilha do Medo (Shutter Island, 2010), novo do Scorcese, com Leonardo Di Caprio. Um suspense de tirar o fôlego ambientado numa ilha na década de 50, que funcionava como um sanatório para presos perigosos.

Aliás, grandes filmes abordam a loucura humana de forma mais que imperdível: o meu preferido é Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975), com um Jack Nicholson estupendo e direção do maravilhoso Milos Forman, o delicioso Garota Interrompida (Girl, interrupted, 1999) com Angelina Jolie e Winona Rider e o brasileiríssimo Bicho de Sete Cabeças (idem, 2001), com a gostosura do Rodrigo Santoro são os que me lembro no momento, mas tenho certeza que todo mundo vai lembrar de algum filme inesquecível que se passa dentro de um hospital psiquiátrico.

Mas voltemos à Ilha do Medo. Clima de filme noir, trilha sonora amedrontadora, locação incrível e suspense daqueles que aparecem a cada dois anos na telona. Não posso dizer mais nada, para não criar expectativas e estragar a surpresa. Assistam! E depois me contem o que acharam….

Para finalizar, fica a dica para quem ainda não se apaixonou pela sétima arte de forma profunda e curiosa (existe alguém? rs). Fiquem sempre atentos ao nome do diretor e roteirista ao assistir um bom filme e depois, google nos nomes. Você dificilmente vai se decepcionar. Fazendo uma analogia chula, o diretor, para mim, é o olho, o roteirista o cérebro e os atores o coração de um bom filme!

E se ainda têm alguma dúvida a respeito de destinar 2h e meia do seu precioso tempo para se jogar numa sala refrigerada e assistir à Ilha do Medo, aí vai a listinha dos filmes que o Scorcese já fez e que eu já vi e recomendo. Tenho certeza que ao menos algum deles você já viu e se apaixonou. E se ainda não viu algum desses, corra para a locadora ou para a sua banda larga mais próxima e bom divertimento!

The Rolling Stones Shine A Light (Idem, 2008). Um show dos Stones já é delírio puro. Com a câmera do Scorcese se torna imperdível.

Os Infiltrados (The Departed, 2006). Finalmente um Oscar para esse diretor que tanto fez pelo cinema. Jack Nicholson, Leo di Caprio e Matt Damon. Precisa falar mais?

No Direction Home (Idem, 2005). Vale pela curiosa forma de apresentar o Bob Dylan na pele de vários atores diferentes e talentosos.

O Aviador (The Aviator, 2004). História real de um milionário apaixonado por cinema e por aviões, com a diva Cate Blanchett e Leo Di Caprio.

Gangues de Nova York (Gangs of New York, 2002). Mais uma dobradinha de Scorcese com Di Caprio. Prá assistir e correr prá Nova York.

Cabo do Medo (Cape Fear, 1991). A linda Juliette Lewis ainda adolescente e um amedrontador Robert de Niro fazem desse suspense um clássico do cinema.

Os Bons Companheiros (GoodFellas, 1990). Filme de máfia com um fim inesquecível e De Niro mais uma vez roubando a cena.

A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, 1988). Filme polêmico, que mostra um Jesus Cristo mais humanizado e pecador.

Touro Indomável (Raging Bull, 1980). Mais uma vez, De Niro estupendo. Detalhe para a cena antológica de sua conversa no espelho, em que fiquei sabendo a pouco tempo que o diretor não deu nenhum script ao ator. Atuação de primeira.

Taxi Driver (Idem, 1976). Fica a dica: De Niro + Scorcese = perfeição cinematográfica. Ainda tem uma Jodie Foster novinha e linda.

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